Um Vídeo Caseiro com pinta de Profissional

Anteontem, meu amigo Fábio Cunha, que trabalha em uma agência em Los Angeles, me mostrou um vídeo que tinha feito do aniversário de um amigo local, o Luiz. Nele, o Fábio operou a câmera e fez toda a pós-produção. Em alguns momentos durante o vídeo ele também aparece aproximando uma garrafa de cerveja na câmera, olhando para o nada e conversando com convidados.

O que fez com que este vídeo seja o assunto deste post é: A qualidade de captação de sua câmera (câmera digital Nikon D90) e o resultado final de um trabalho muito bem feito. 
Além de takes muito bem feitos e improvisados e uma edição competente, a escolha da música do grupo de electrofolk Tunng faz com que o vídeo ganhe brilho e seja algo para prender a sua atenção do início ao fim.

Este tipo de trabalho exige muita sensibilidade, competência e bom gosto. Além de você tornar momentos triviais em inesquecíveis você consegue pintar uma bela obra de arte, utilizando como ferramentas: o vídeo e a música.

Você pode assistir este vídeo abaixo mas recomendo que veja principalmente em tamanho original na página do Vimeo.   É bem diferente, pode acreditar! ;)

 


Luiz’s birthday - D90 from Fabio Cunha on Vimeo.

José Saramago assistindo Ensaio Sobre a Cegueira

Veja como foi a reação do escritor José Saramago, logo após assistir em Cannes a exibição do filme “Ensaio sobre a Cegueira”, adaptação de seu livro feita por Fernando Meirelles. Emocionante!

"Blindness", novo filme de Fernando Meirelles

O novo filme de Fernando Meirelles, chamado “Blindness”, inspirado no livro de José Saramago “Ensaio sobre a cegueira”, terá um premiere na abertura do festival de Cannes. Não se sabe ainda se o filme irá concorrer ao prêmio.

Além do livro ser espetacular, o filme promete “bombar”. Pelo trailer, parece ser muito bem feito, inclusive com alguns takes em São Paulo.

Assista aqui (abaixo), o Trailer do filme.

Links Relacionados:
http://www.blindness-themovie.com

A Tropa de Elite e de usuários

Chega a ser surpreendente a repercussão que o filme “Tropa de Elite” está tendo na sociedade e mais ainda na mídia. Os garotos repetem os bordões, a torcida no “Maraca” grita: “Pede pra sair 02″, os programas de humor e de entrevistas fazem referências do filme a todo momento, a revista Veja utiliza o filme com oportunismo raro de se ver em um veículo de mídia com abrangência nacional para dar eco a um grito fascistóide que devia estar engasgado na garganta de muita gente.
O filme “Tropa de Elite” tem um roteiro bem escrito e mostra a visão do policial de elite que tem que arriscar a própria vida para “apagar o fogo” lá em cima no morro. Segundo o filme, são pessoas incorruptíveis preocupadas apenas em concluir sua missão, como um dos personagens diz bravamente: “Missão dada é missão cumprida”.

Além disso, o filme utiliza inteligentemente um personagem negro, de origem humilde e com um ar intelectual. Ao mesmo tempo que exerce sua função como policial, o personagem cursa faculdade de direito. Além de ser o único negro da classe, ele se depara com a “realidade Zona Sul” do Rio de Janeiro: os jovens da faculdade em sua maioria consomem drogas e fazem coro contra a polícia corrupta e sua abordagem agressiva.

O que muita gente não se deu conta é que o filme retrata a “realidade” sob o ponto de vista da classe policial. Ponto. O filme pode até ser encarado como um documentário fidedigno da realidade por pessoas que antes mesmo do filme já tinham interpretação parecida, mas não acredito que o diretor José Padilha, acredite que a solução para esse problema “sem solução” seja a repressão de “Tropas de Elite” em cima de traficantes e de usuários de drogas, sejam eles de qualquer classe social.
É total irresponsabilidade e até ingenuidade uma revista como a Veja dar a entender que “passar fogo” nos traficantes e nos usuários de drogas seja a solução para o combate do tráfico e do consumo de drogas. A diferença entre algumas drogas ditas “ilícitas” e o alcool e remédios consumidos livremente em qualquer lugar do país, — socialmente e culturalmente aceitos e defendidos– é apenas na legislação e no tabu que as pessoas carregam. Que o tráfico é um câncer na nossa sociedade isso já está mais do que provado. Mas o tráfico existirá enquanto existir a corrupção e os interesses financeiros que sustentam os traficantes.

Quanta gente do “poder” não existe por trás do narcotráfico, como vemos nos jornais? O tráfico existirá enquanto existir a demanda, o consumo. Mas peraí, alguém se perguntou o que leva o consumo de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas? Repressão policial, exterminando traficantes fará com que as pessoas deixem de querer, de cobiçar e procurar a droga? Será que esse desejo, procura ou essa “necessidade” também será exterminada? Históricamente, sabe-se que não. A Lei Seca dos Estados Unidos é um exemplo clássico disso. Nunca teve tanta procura do álcool e tanta criminalidade quanto durante a lei seca. “A Oportunidade Faz o Ladrão” diz o dito popular, não foi a toa que os mafiosos ganharam tanto dinheiro e projeção durante o período da Lei Seca.

Portanto se a violência e criminalidade se deve ao poder financeiro e bélico que os traficantes tem hoje nos morros, o que diriam as autoridades e o Estado de tirar todo esse poder da mão dos traficantes e “oficializar”, através do Estado, o comércio de drogas? Será que aí resolveríamos grande parte dos problemas que hoje preocupam a sociedade? Será que assim não ficaria mais fácil o combate aos traficantes? São apenas perguntas para continuarmos com o debate sobre a criminalidade e o tráfico de drogas, e trazermos a conversa um pouco mais para o lado humano e menos pelo lado do extermínio, que não vejo como solução.

O filme é divertido, vale a pena ser visto, mas não deve ser levado tão a sério. Técnicamente é um filme pobre (edição, fotografia, som) mas cumpre um papel relevante no meu entender: ele levantou novamente a discussão sobre o uso, comércio e legalização ou não das drogas. Talvez esse filme tenha dado mais eco ao debate do que muitas outras investidas anteriores, por falar a língua da repressão.

Em tempo: não faço uso de drogas ditas ilícitas, o que me torna ainda mais isento para levantar essas questões sem esse absolutismo cego hoje defendido por ALGUNS veículos de comunicação.
A seguir, trecho de Paulo Francis (um jornalista reconhecidamente de “direita” na maior parte de sua vida, com posições muitas vezes radicais) no programa Manhattan Connection do canal GNT, falando sobre a descriminilização das drogas:

Amador?

Pois é, o clipe que você vai ver agora é dito “Amador”. Pois não foi oficialmente lançado por alguma gravadora nem veículo de comunicação.
Pelo menos é a informação que está disponível lá: “Home Made Music Vídeo”
incrível!
De amador esse vídeo não tem nada.
Só tenho que elogiar e divulgar um trabalho deste! Eu também gosto de editar imagens e dar a minha interpretação visual à determinada canção.

No caso deste vídeo, foi feito um líndissimo trabalho (tanto de captação como de edição) para a música To Sheila, extraída do álbum Adore, de 1998, dos Smashing Pumpkins.

A música é lindamente melancólica e as imagens complementam e formam um clima perfeitamente lúgubre.

Lindo!

Extraído de outro site de video, o Metacafe.com

Um dos melhores clipes nacionais dos ultimos anos

Estréia filme - Proibido Proibir (Caio Blat, Alexandre Rodrigues e Maria Flor)

9 prêmios Internacionais e 3 Prêmios Nacionais até agora.

Estreiou este fim de semana nos cinemas o filme: É Proibido Proibir.

Aclamado pela crítica, é mais um dos filmes nacionais que promete fazer (mais) barulho este ano.

A estória se desenrola na vida de 3 universitários - Paulo (Caio Blat), Leon (Alexandre Rodrigues - Buscapé do Cidade de Deus) e Letícia (Maria Flor).
Letícia e Leon já namoram, mas Letícia se apaixona por Paulo.

Além disso os três passam por vários problemas cotidianos, tentam intervir e passam por consequeências dramáticas.

O cinema nacional está em ótima fase. Acho que nunca vi em uma só época tão bons filmes estreiarem (quase) juntos.

Caio Blat também está em grande fase.
Além de ter participado do espetacular filme “O Ano em que meus pais sairam de férias”, está em cartaz no momento em dois filmes ao mesmo tempo: É proibido Proibir e Batismo de Sangue. Em breve estreiará outro filme com ele: Baixio das Bestas.

Alexandre Rodrigues, todo mundo já conhece, interpretou o personagem Buscapé no filme Cidade de Deus. Postei sobre ele fazendo casal com a Maria Flor no clipe do John Legend, a pouco tempo aqui no blog.

Se você não viu clique aqui para ver o Post com o clipe

PROIBIDO PROIBIR

(idem) Brasil, 2007
Dirigido por Jorge Durán
Com Caio Blat, Maria Flor, Alexandre Rodrigues
Drama romântico teen

Sinopse: Três estudantes universitários enfrentam conflitos morais quando um deles se apaixona pela namorada do outro.

Fique por dentro: Caio Blat também está em “Batismo de sangue”, em cartaz, e em “Baixio das bestas”, que estréia em maio.

Críticas:
Veja São Paulo “Num ritmo pulsante, a narrativa ganha contornos cada vez mais dramáticos e aflitivos”
Variety “Interessante e irreverente; o público jovem vai ficar ligado”

Veja mais:
Trailer
Site oficial
Entrevista com Caio Blat
Entrevista com o diretor

Filme - As Férias de Mr. Bean - Nos Cinemas - Ele está de volta!

Esse é para relaxar!
Gosto muito deste ator e do personagem, Mr. Bean.
Show de Bola. his back

AS FÉRIAS DE MR. BEAN

(Mr. Bean’s Holiday) Reino Unido, 2007
Dirigido por Steve Bendelack
Com Rowan Atkinson, Willem Dafoe
Comédia

Sinopse: Mr. Bean resolve passar férias no sul da França. É claro que tudo dá errado.

Fique por dentro: O protagonista anunciou que esta seria a última aparição de seu famoso personagem, criado para a TV britânica em 1990.

Críticas:
G1 “Os risos fluem do início ao fim”
O Globo “Bem acima das comédias atuais”
Variety “Carismático, mas não muito engraçado”
The Guardian “Previsível”
BBC “Para as crianças, uma aposta certa, para os adultos, nada mal”

Veja mais:
Site oficial
Galeria de fotos
Site da série de TV
Entrevista com o ator

Filme - Cartola - Música para os olhos - Nos Cinemas

Para falar sobre um artista poeta como Cartola em um filme, tem que ser artista também e foi isso que a dupla de diretores pernambucanos aparentemente mostraram nesse filme.

Sinto cheiro de DVD na prateleira da minha casa!

CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS

(idem) Brasil, 2006
De Hilton Lacerda e Lírio Ferreira
Documentário musical

Sinopse: O longa é um retrato do sambista da Mangueira, lembrado por meio de imagens de arquivo e entrevistas com seus parceiros e familiares.

Fique por dentro: Numa das raras imagens garimpadas pelos diretores, o sambista aparece sem os óculos escuros, sua marca registrada.

Críticas:
O Globo “Deu samba”
Folha de S. Paulo “Faz jus à poesia de seu personagem”
Veja São Paulo “Os diretores se atrapalham na condução ao mostrar os primórdios do carnaval carioca”
Bravo “Promete ganhar destaque”

Veja mais:
Site oficial
Assista a um trecho
Pré-estréia

Filme "Caixa Dois" (Bruno Barreto) - Estréia nos Cinemas

Filme inspirado na ótima peça de teatro paulistana homônima, escrita por Juca de Oliveira.

Um dos grandes atrativos deste filme, não só o ótimo enredo original mas também a adaptação, feeling e direção de Bruno Barreto com ótimas atuações de Fúlvio Stefaninim, Cássio Gabus Mendes e Daniel Dantas. Outro ótimo filme do cinema brasileiro pra gente prestigiar.

Boa fase hein?

CAIXA DOIS

(idem) Brasil, 2006
Dirigido por Bruno Barreto
Com Giovanna Antonelli, Zezé Polessa, Daniel Dantas
Comédia com suspense

Sinopse: Banqueiro decide usar sua secretária numa transação para faturar R$ 50 milhões, mas o plano toma um rumo inesperado.

Fique por dentro: A peça teatral “Caixa Dois”, de Juca de Oliveira, ficou em cartaz durante seis anos, totalizando um público de mais de 1 milhão de espectadores.

Críticas:
O Globo “Poderia ser uma das mais divertidas comédias da temporada”

Veja mais:
Site oficial
Entrevista com Giovanna Antonelli
Entrevista com o diretor
Galeria de fotos

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