Os 100 Melhores Filmes da Década, segundo a The Times
O jornal inglês “The Times” publicou o ranking dos 100 melhores filmes desta década. Nesse Ranking aparece dois filmes do cineasta Fernando Meirelles: O Jardineiro Fiel (2005) e Cidade de Deus (2002), respectivamente na 52ª e 66ª posições.
Veja a lista completa dos 100 Melhores Filmes da Década de 2000, segundo jornal britânico “The Times”:
1 Caché (Michael Haneke, 2005)
2 A Supremacia Bourbe e O Ultimato Bourne (Paul Greengrass, 2004, 2007)
3 Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel Coen, Ethan Coen, 2007)
4 O Homem-Urso (Werner Herzog, 2005)
5 Team America: Detonando o Mundo (Trey Parker, 2004)
6 Quem Quer Ser um Milionário? (Danny Boyle, 2008)
7 O Último Rei da Escócia (Kevin Macdonald, 2006)
8 Cassino Royale (Martin Campbell, 2006)
9 A Rainha (Stephen Frears, 2006)
10 Hunger (Steve McQueen, 2008)
11 Borat (Larry Charles, 2006)
12 A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006)
13 This Is England (Shane Meadows, 2007)
14 4 Meses, 3 Semanas & 2 Dias (Cristian Mungiu, 2007)
15 A Queda (Oliver Hirschbiegel, 2004)
16 Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)
17 O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)
18 Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008)
19 Vôo United 93 (Paul Greengrass, 2006)
20 Donnie Darko (Richard Kelly, 2001)
21 Boa Noite, e Boa Sorte (George Clooney, 2005)
22 Longe do Paraíso (Todd Haynes, 2002)
23 O Equilibrista (James Marsh, 2008)
24 Extermínio (Danny Boyle, 2002)
25 Dançando no Escuro (Lars Von Trier, 2000)
26 Minority Report (Steven Spielberg, 2002)
27 Sideways - Entre Umas e Outras (Alexander Payne, 2004)
28 O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel, 2007)
29 Quero ser John Malkovich (Spike Jonze, 2000)
30 Irreversível (Gaspar Noé, 2002)
31 Iraq in Fragments (James Longley, 2006)
32 Gladiador (Ridley Scott, 2000)
33 Um casamento à Indiana (Mira Nair, 2002)
34 Procurando Nemo (Andrew Stanton/Lee Unkrich, 2003)
35 E Sua Mãe Também (Alfonso Cuarón, 2002)
36 Na Captura dos Friedmans (Andrew Jarecki, 2004)
37 Amor à Flor da Pele (Wong Kar Wai, 2000)
38 Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)
39 Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)
40 Syriana (Stephen Gaghan, 2005)
41 Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, 2006)
42 Os Incríveis (Brad Bird, 2004)
43 Batman - O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)
44 Sob a Areia (François Ozon, 2000)
45 Touching the Void (Kevin Macdonald, 2003)
46 Traffic (Steven Soderbergh, 2000)
47 My Summer of Love (Pawel Pawlikowski, 2004)
48 Pequena Miss Sunshine (Jonathan Dayton/Valerie Faris, 2006)
49 Ligeiramente Grávidos (Judd Apatow, 2007)
50 O Senhor dos Anéis: O retorno do Rei (Peter Jackson, 2003)
51 O Quarto do Filho (Nanni Moretti, 2001)
52 O Jardineiro Fiel (Fernando Meirelles, 2005)
53 Milk (Gus Van Sant, 2008)
54 Papai Noel às Avessas (Terry Zwigoff, 2003)
55 Chopper (Andrew Dominik, 2000)
56 Volver (Pedro Almodovar, 2006)
57 The Consequences of Love (Paolo Sorrentino, 2004)
58 Shaun of the Dead (Edgar Wright, 2004)
59 Ser e Ter (Nicolas Philibert, 2002)
60 A Lula e a Baleia (Noah Baumbach, 2005)
61 A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)
62 O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (Adam McKay, 2004)
63 Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)
64 A Criança (Jean-Pierre Dardenne/Luc Dardenne, 2005)
65 Valsa Com Bashir (Ari Folman, 2008)
66 Cidade de Deus (Fernando Meirelles, Katia Lund, 2002)
67 Gomorra (Matteo Garrone, 2008)
68 Memento (Christopher Nolan, 2000)
69 Persépolis (Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi, 2007)
70 Entre os Muros da Escola (Laurent Cantet, 2008)
71 Monstros S/A (Pete Docter/David Silverman/lee Unkrich, 2001)
72 Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008)
73 De Tanto Bater, Meu Coração Parou (Jacques Audiard, 2005)
74 O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)
75 Fale com Ela (Pedro Almodóvar, 2002)
76 Control (Anton Corbijn, 2007)
77 Tiros em Columbine (Michael Moore, 2002)
78 About Schmidt (Alexander Payne, 2002)
79 Le Grand Voyage (Ismael Ferroukhi, 2004)
80 Eu, Você e Todos Nós (Miranda July, 2005)
81 In The Loop (Armando Iannucci, 2009)
82 Yi Yi: A One and a Two (Edward Yang, 2000)
83 Ventos da Liberdade (Ken Loach, 2006)
84 Hotel Ruanda (Terry George, 2004)
85 A Professora de Piano (Michael Haneke, 2001)
86 O Orfanato (Juan Antonio Bayona, 2007)
87 Time and Winds (Reha Erdem, 2006)
88 The Royal Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)
89 Escola de Rock (Richard Linklater, 2003)
90 Penetras Bons de Bico (David Dobkin, 2005)
91 Lantana (Ray Lawrence, 2001)
92 Estranhos de Passagem (Stephen Frears, 2002)
93 O Clã das Adagas Voadoras (Zhang Yimou, 2004)
94 Uma Verdade Inconveniente (Davis Guggenheim, 2006)
95 Amores Brutos (Alejandro González Iñárritu, 2000)
96 Morvern Callar (Lynne Ramsay, 2002)
97 Sympathy for Lady Vengeance (Park Chan-Wook, 2005)
98 Crash (Paul Haggis, 2004)
99 Battle Royale (Kinji Fukasaku, 2000)
100 O Diabo Veste Prada (David Frankel, 2006)
Windows 7 está aí. Mais do Mesmo?
Veja como se vendia o Windows 1.0 na TV, comercial estrelado pelo hoje CEO da Microsoft, o famoso Steve “histeria” Ballmer:
É de fazer inveja ao melhor vendedor do mês das Casas Bahia, fala a verdade? Ahn?
Veja agora o Ballmer vendendo o Windows XP em 2000/2001:
Parece que décadas se passaram mas o jeito e a ótica de “fazer negócios” continua a mesma.
Alguns sites de tecnologia fizeram testes e elogiaram bastante a nova versão 7 do Windows. Disseram que desde o XP a Microsoft não fazia mudanças tão significativas em seu Sistema Operacional.
Resumindo: o Windows Vista além de ter sido um fracasso de vendas e reprovado pelos usuários, não passou de um “Placebo” para adocicar a boca dos Microsoftmaníacos sedentos por novidades e continuar a girar a Roda da Fortuna de Mr. Gates e seu fiel CEO-escudeiro Mr. Ballmer.
Windows 7 vem aí, já está aí. Mas pergunto: até quando? É inegável a contribuição que o Bill Gates e a Microsoft deu para o mundo, com a popularização do sistema operacional Windows 3.1 a partir de mais ou menos 1987. Eu entendo e compreendo a importância do Windows e da Microsoft e todo o legado.
Mas não cabe mais no mundo um modelo de negócios “dá ou desce”, compreende? Principalmente no setor de tecnologia e internet.
A Apple já ganhou e vem ganhando seu espaço pouco a pouco, seja na linha profissional dos Macs quanto na linha do usuário comum com o Imac e o Macbook. E ainda no mobile com os Iphones.
O Google vem aí, e vem aí inicialmente para tomar o espaço de quem utiliza Net e Notebooks e precisa de um sistema operacional leve e simples para preservar memória e utilizar essencialmente a Web. Claro que outros aplicativos poderão ser instalados, mas não é esse o foco… ainda.
O sistema operacional Google Chrome OS também poderá ser instalado em PC’s e Desktops que por ventura não tenham muita capacidade de processamento, tenham pouca memória RAM e também por aqueles que tem aversão à Microsoft, por que não? (pode parecer, mas não é esse o meu caso).
E o melhor, totalmente de GRAÇA. Poderá ser baixado pela web e ser instalado posteriormente em quantos computadores quiser. Qualquer computador que atualmente esteja “vacilante” terá uma sobrevida com esse sistema operacional. (Atualmente estão chamando os OS’s de Sistemas Operativos, não gosto muito deste termo). Ele está sendo desenvolvido em cima do já famoso OS de código aberto Linux. Talvez AGORA decole. A novidade foi anunciada há alguns meses no blog oficial do Google e está previsto o lançamento para o segundo semestre de 2010. Há alguns dias atrás também postei o que seria a prévia de algumas telas do Google Chrome.
Bom, mas como o assunto aqui é o WINDOWS 7, a menina dos olhos, publico o novo comercial da Apple e do seu Mac em resposta ao Windows:
Peça Publicitária da MTV Antes da Estréia
Só para encerrar o assunto… Depois de escrever o post sobre o dia da estréia da MTV, fui procurar alguma notícia nos sites de jornais e não achei nada, pois o arquivo digitalizado da Folha só vai até 1994 e para pesquisar no acervo apenas indo lá. O do Estado de São Paulo não encontrei nada online. Acabei descobrindo um ótimo acervo digital da Revista Veja, onde encontrei uma peça publicitária da MTV três antes da estréia e uma reportagem de duas páginas quinze dias após.
Acabei me lembrando que meses antes da estréia, outdoors estavam espalhados pela cidade com este slogan: “Te Vejo na MTV”. Me lembro de um com o U2 na Avenida Rebouças e tenho a lembrança de um outro com a Astrid.
A peça publicitária da revista Veja era muito parecida com o Outdoor e com as publicadas em outros veículos impressos da época. Desta vez, com a cantora pop famosa na época, a Sinead O’Connor. Veja só:
A reportagem sobre a MTV, curiosamente só apareceu duas edições da revista Veja após a estréia da emissora. Como tanto a Veja como a MTV pertecem ao mesmo grupo, poderiam ter dado mais destaque uma semana antes da estréia e uma outra reportagem depois, com a festa e a repercussão. Pelo visto só vou encontrar o que eu quero nos jornais. Olhe só o que saiu:

Reportagem de duas páginas sobre a estréia da MTV na Revista Veja, 31 de outubro de 1990
E para terminar, a ampliação da foto dos quatro principais VJS que aparecem na reportagem:

Os quatro principais VJ's da Mtv Brasil em 1990: Astrid, Thunderbird, Maria Paula e Gastão
O Primeiro Dia da MTV no Brasil, em 1990, segundo minha memória.

Faz 19 anos que a MTV entrou no ar no Brasil. Dia 20 de outubro de 1990 - eu assisti (só pela tv, infelizmente) a inauguração da MTV Brasil, ao meio-dia, via parabólica e também no canal 32 UHF. Um dia antes conferi a imagem na TV - até então só rolava um relógio em contagem regressiva (que zeraria ao meio-dia) em cima da tela de Color Bars (sinal de barras coloridas que geralmente as emissoras colocam quando estão fora do ar ou no inicio da programação, que serve para a calibragem dos transmissores e monitores de tv) e uma inscrição em cima com o nome “TV ABRIL”.
Estava na casa do meu pai - então já separado de minha mãe - era sábado, acordei por volta das nove da manhã e já não havia mais ninguém por lá. Liguei a TV e a deixei viva com as “Colors Bars” na sala e fui fazer café. Voltei com a xícara na mão, andei pela casa, tentando passar o tempo lendo o jornal que meu pai assinava, vendo se alguém estava noticiando alguma coisa. De noticia em noticia olhava para a tela para ver se havia mudado alguma coisa. O relógio continuava em contagem regressiva. Faltam duas horas e pouco! O jornal dizia que já estava rolando uma festa de inauguração da MTV com os principais artistas pop brasileiros, todos os apresentadores e claro, toda a imprensa. Não lembro bem onde foi, acredito que num hotel ou casa noturna. Porra, eu não estava lá! O jornal também explicava, que com a franquia da MTV, importava-se também a denominação VJ (video-jóquei), um DJ que chama clipes na TV. Portanto, os apresentadores da MTV seriam chamados de VJ.
Eu sei que eu parecia um demente mas eu não podia conter a expectativa e ansiedade de ver aquela emissora no ar. Eu não queria perder nem um segundo de Color Bar, nem se mudar o logotipo, nem nada disso. Pronto, a tela colorida ficou preta e a inscrição mudou agora de “TV Abril” para o logotipo transado da MTV. E o relógio continua…
—> Meses antes de entrar no ar, a MTV/Abril publicou uma campanha em jornais, com um número de telefone, para que as pessoas ligassem, cadastrassem nome e endereço e recebessem em casa um caderno/manual de instruções com o logotipo da MTV, explicando o que era UHF e como deveria fazer para efetuar a instalação de um conversor e antena. Importante: nessa época, a esmagadora maioria dos aparelhos de TV só sintonizava VHF, que ia do canal 2 até o canal 13. Na maior parte dos casos, não existia “sintonizador” de canais UHF nativo no televisor, então a solução era ligar um conversor de UHF nele.
Comprava-se o aparelho e uma antena interna daquelas Plasmatic, que captava as ondas de VHF, FM e UHF. Plugava a antena interna no conversor, ligava o cabo do conversor na tv, sintonizava a TV no canal 3 (que também era usado para assistir videocassete) e ufa… sintonizava o canal 32 através do conversor de UHF. Eu já sabia instalar o conversor, mas liguei, me cadastrei e recebi o caderno de instruções, que guardo até hoje comigo.
Imagine a realidade que vivíamos aqui em São Paulo em 1990: na TV tínhamos os sete canais abertos VHF (cultura (2), TVS (4), Globo (5), Record (7), Manchete (9), Gazeta (11) e Bandeirantes (13)) e no UHF apenas um esboço do que um dia viria a ser a TVA, o Canal +, que transmitia a ESPN americana codificada e as vezes descodificada. Era só isso que havia. Nem podemos contar o Canal + como fonte de informação, porque nada acontecia num canal codificado onde só se podia ouvir o som. Saldo final: Sete emissoras de TV, Rádio FM, algumas revistas na banca, algumas salas de cinema, teatro e só. Isso porque estava em São Paulo. A situação pelo interiorzão do país era bem pior.
Na minha vida digital (que antecedeu meu dia-a-dia na BBS e Internet), já usava o Videotexto num computador Expert MSX (da gradiente) desde 1988, mas não havia muito o que fazer, era um serviço muito rudimentar, experimental, oferecido pela Telesp na cidade de São Paulo. Nem BBS, que eu comecei a utilizar por volta de 1993, existia de forma “oficial” ainda. Resumindo: o que a juventude desta época podia esperar para absorver novas informações, culturas, etc? Não muita coisa. A informação disponível era ’sofrível’ e a que vinha de fora chegava completamente distorcida ou muito diluída.

Edir Macedo já era dono da TV Record (desde novembro de 1989), Rainha da Sucata e Pantanal eram as novelas da época, Fernando Collor já era Presidente da República, a “modinha” popular da música ainda era a Lambada, nas “discotecas” tocava-se House e nossa Seleção Brasileira, da “era Dunga”, comandada pelo Lazaroni, no dia 24 de Junho foi eliminada pela Argentina na Copa do Mundo da Itália, com um gol de Caniggia aos 35 do segundo tempo. Como você pode perceber a realidade nessa época não era lá das mais empolgantes.
Pronto, faltam poucos segundos para o início das transmissões: quatro, três, dois, um, zero… Exatamente ao meio-dia do horário de Brasília, o vídeo de um foguete sendo lançado aparece na tela, junto com a frenética edição de imagens das vinhetas da MTV. Aparecem pela primeira vez a cara dos VJS: Astrid, Cuca, Thunderbird, Gastão, Zeca Camargo, Maria Paula, Rodrigo e mais alguns que não lembro bem o nome.
Para a estréia do canal foi preparado um “videoclipe comemorativo” que daria início a essa nova fase da mídia e da música brasileira. Foi escolhido um remix da música “Garota de Ipanema”, interpretado pela cantora Marina (Lima) e grande parte dele filmado na laje do prédio da nova emissora, no Sumaré, antigas instalações da TV TUPI, canal 4 de São Paulo, que foi fechada pelo Governo Militar em 1980. A versão remix da “Garota de Ipanema” sintetizava a modernidade misturada com uma canção genuinamente brasileira e internacionalmente conhecida. Assista primeiro o “Making-Of” do clipe:
Agora veja o resultado final, o primeiro vídeoclipe exibido na MTV Brasil, (apresentado pela VJ Cuca na estréia) com o logotipo da MTV estilizado com as cores do Brasil e o característico GC (gerador de caracteres) do começo da década de 90, com letras grandes na tela - Marina Lima - “Garota de Ipanema”:
Esse momento da exibição do videoclipe da Marina era acompanhado em tempo real na festa da MTV e obviamente por alguns poucos milhares de telespectadores que estavam ligados
A partir daí, DEZENAS de vinhetas, uma melhor que a outra, eram veiculadas entre os clipes, oriundas da MTV americana e de todas as outras franquias que compartilhavam material.
Alguns dos primeiros clipes que me lembro de veicularem foram:
- “Groove is in the Heart” do Dee Lite,
- “U Can’t Touch This” e “Pray” do MC Hammer,
- “Blaze of Glory” do Jon Bon Jovi,
- “Satisfaction” versão da banda Devo,
- Suicide Blonde do INXS
- Nothing Compares 2 U da Sinead O’Connor.
- “Musique Non Stop” - Kraftwerk São estes clipes que me lembro de forma mais nítida de aparecerem mais repetidamente nos primeiros dias.
- “Video Music” (programas de duração de uma ou duas horas, umas 3 ou 4 vezes ao dia) - Este programa é o mais antigo da MTV americana e deu origem ao nome do prêmio VMA - Video Music Awards. Era um programa genérico de Video Clipes, na primeira fase no Brasil apresentado pela VJ Cuca.
- “Non Stop” (uma hora inteira sem intervalos, só com clipes - aparecia uma ou duas vezes na grade diária) - talvez apresentado por Maria Paula ou Cuca, nas primeiras semanas.
- “Disk MTV” (diário, por volta das 17hs), apresentado pela Astrid;
- “Clássicos MTV” (talvez diário) apresentado pela VJ Dani
- “Ponto Zero” (semanal - lançamentos) apresentado por Thunderbird;
- “Rock Blocks” (talvez diário - blocos com clipes de um mesmo artista) - apresentado por Maria Paula
- “Rockstória” (semanal) Perfis e Docs de Artistas Internacionais, produzidos pela MTV americana e legendados em português.
- “MTV No Ar” (diário - versão brasileira do MTV NEWS) apresentado por Zeca Camargo;
- “Semana Rock” (resumo semanal notícias) apresentado por Zeca Camargo;
- “Cine MTV” (semanal - não me lembro quem apresentava)
- “Top 20 Brasil” (semanal);
- “Top 10 EUA” (semanal);
- “Saturday Night Live” (Sábados à noite, por volta das 23hs, legendado) - Tradicional programa humorístico americano.
- “Buzz MTV” (acredito que diário, por volta da meia-noite ou uma da manhã - Reportagens / documentários curtos e experimentais dos EUA. Legendado - Era a última atração da programação)
- “Yo! MTV Raps” - (semanal) apresentado pelo VJ Rodrigo
- “Lado B” - (não lembro se diário ou semanal - talvez Thunder apresentando)
- “Fúria Metal” (semanal) apresentado por Gastão
- “VMA - Video Music Awards” (premiação - anual) - transmissão ao vivo com tradução simultânea e reprises posteriormente.
Com a entrada da MTV Networks (Viacom International) em parceria com o Grupo Abril no Brasil, nascia a emissora de TV “MTV Brasil”. A partir daí um novo paradigma de cultura pop, televisão e entretenimento foi construído. Conseguíamos finalmente conhecer a “cara” e o estilo das bandas que ouvíamos no rádio e nos LP’s. Os lançamentos de clipes e bandas começaram a chegar diretamente até nós, sem escala. Encurtava-se ou em alguns casos anulava-se o ‘delay’ dos lançamentos musicais entre Estados Unidos-Europa e o Brasil. As vinhetas da emissora (muitas importadas de todas as franquias da MTV mas outras tupiniquins), a comunicação visual, o estilo dos VJ’s, alguns programas da MTV americana que enfim poderiam ser absorvidos quase em tempo real. Tudo era novo e providencial para mim, um moleque de 13 anos louco por música, por filmes, por novas mídias.
A MTV acentuou ainda mais a produção e o consumo musical no Brasil, pois colocou em pauta muitos artistas que até então não existiam no cenário comercial. O videoclipe que já era modestamente acompanhado em programas como Fantástico (Globo), Clip Trip (Gazeta) — com a apresentação de Beto Rivera e trilha Bomb The Bass (quem lembra?) — Clip Clip (Globo) com apresentação de Marcelo Tas, Som Pop (Tv Cultura) com apresentação de Kid Vinil, entre outros, carecia de acervo, de maior espaço nas grades e de um ‘timing malandro’ com os lançamentos do exterior. Não existia nada disso. Talvez por isso não houvesse uma maior valorização e ampliação deste mercado por aqui. Artistas, bandas e bandinhas começavam a pipocar em todos os lugares. O jovem daquela época começava a ser catalisado por um importante marco na mídia e na cultura do Brasil.
Menos de um mês depois pudemos acompanhar a cerimônia do Video Music Awards americano pela primeira vez, em que a banda Titãs com o videoclipe “Flores”, foi a representante da nova franquiada brasileira da MTV em Los Angeles.
Após a estréia da MTV, clipes começaram a ser produzidos com maior intensidade ano após ano, até que no ano de 1995, com mais de uma centena de videoclipes brasileiros produzidos nos últimos 12 meses, a MTV se viu na obrigação de criar uma versão tupiniquim da premiação do videoclipe americana, que em sua primeira versão se chamou “Video Music Awards Brasil”, apresentado por Marisa Orth ao vivo do Memorial da América Latina.
Sem dúvida, a MTV hoje não representa um décimo da importância e relevância que ela teve na sua estréia e nos seus primeiros anos de vida. Muito disso se deve ao fato de que atualmente temos uma enxurrada de informação num mundo de TV, TV a Cabo, Internet, Celular, Smartphones, Wireless, etc. Mas isso já é outra história.
CEP MTV - Relembrando a MTV Brasil
Na próxima terça-feira, dia 20 de Outubro, a MTV Brasil comemorará 19 anos. A estréia da MTV em 1990, eu com 13 anos de idade, teve um impacto muito positivo no meu cotidiano. Estou preparando um post especial para o dia comemorativo. Aguarde.
Enquanto isso, assista a vinheta e um trecho do programa CEP MTV, apresentado pelo VJ mais bacana que passou pela MTV até hoje, o Luís Thunderbird, que hoje apresenta um programa na web chamado Thunderview e ainda é vocalista e baixista da banda “Devotos de Nossa Senhora Aparecida” mas atualmente anda mais presente na música como baixista da banda de Júpiter Maçã.
Um dia faço um post sobre (e com) o cara, ele merece!
Supercolors
Ilustração de Designer Italiano utilizando a figura do monstro de Marshmallow do filme Os Caça-Fantasmas (The Ghostbusters), chamado “Stay Puft” - on Supercolors.it

monstro de marshmallow "Stay Puft" na ilustração "Supercolors"
“Volta Comigo” - do Ultraje a Rigor
É claro que isso não é um pedido de “Volta” de porra nenhuma. Mas é engraçado como a música que eu mais gosto do Ultraje a Rigor veio a calhar no decorrer da minha vida.
Parece que eu (ou o Roger) já sabia(mos) como ia acontecer. he he he - Acontece com todo mundo.
VOLTA COMIGO (ao vivo)
ROGER: Guitarra base e voz
FLÁVIO: Bateria e vocal
SERGINHO: Baixo e vocal
HERALDO: Guitarra solo
INTRO
C#m D G C# C#m A Abm Ab C#m D G C# Eu bem que pedi prá você me esperar C#m A Abm Ab mas mesmo assim você resolveu casar C#m D C#m D Preferiu a segurança de uma vida "certa" C#m A Abm Ab Ponderou que bom marido não estava em oferta C#m D G C# Hoje você está casada e cheia de filho C#m A Abm Ab Mas não quero acreditar que isso seja empecilho C#m D C#m D De qualquer forma eu vou te fazer uma proposta C#m A Abm Ab E vou esperar ansiosamente a sua resposta A D E Será que você não quer dar uma voltinha comigo? A D E Pra gente se lembrar daquele nosso amor antigo A D E Se você quiser que eu use camisinha eu não ligo A D E Tirando seu marido 'cê não corre perigo! D A Eu realmente espero que você seja muito feliz D A Mas você pensa bem e vê o que é que você me diz D A Você bem que podia liberar esse galho D A Garanto pra você que ia ser legal pracará... C#m D G C# Faço esse pedido por que eu gosto de você C#m A Abm Ab Naquele tempo a gente nem sabia o que fazer C#m D C#m D Pode ser que eu ainda tenha alguma chance C#m A Abm Ab Talvez você sinta falta de um pouco de romance
Tim Maia ao vivo - Inauguração do Teatro Bandeirantes - 12/08/1974 - São Paulo
Há mais ou menos um ano, foi adicionada no youtube uma série de vídeos digitalizados de shows de artistas famosos. O responsável por esse trabalho foi Philip Coy. Entre os vídeos, está o show completo da Inauguração do Teatro Bandeirantes que aconteceu no dia 12 de agosto de 1974, em pleno inverno paulistano. O show contou com apresentações de Rita Lee acompanhada da banda Tutti Frutti, Tim Maia, Elis Regina, Chico Buarque, MPB-4 e Maria Bethânia. Quem gosta de MPB ficará emocionado em assistir um registro histórico como esse.
Mas o motivo deste post é a apresentação de Tim Maia. Meu ídolo, assim como de muita gente.
Desde garoto, sempre fui fascinado pelo som e pela personalidade do Tim Maia. Há dois anos, foi lançada a biografia dele escrita pelo Nelson Motta, a qual recomendo que todos leiam!
Eu me emocionei bastante em ter acesso a este registro de 1974, em ver Tim Maia com 31 anos, cantando feliz com a banda Seroma em uma época de transição em sua carreira. Ele havia lançado há um ano, em 1973, seu quarto álbum seguido com enorme sucesso, que contava com hits como “Réu Confesso”, “Over Again”, “Gostava Tanto de Você”, “Até que enfim encontrei você”, entre outras músicas. Para mim, o melhor álbum dele.

Em contrapartida, Tim Maia já havia tido contato com o livro “Universo em Desencanto”, da Cultura Racional, ou seja, já tinha sido picado pelo bichinho da devoção. Estava com o livro na cabeça cabeça mas AINDA não aderido oficialmente à religião, pois vestia roupas escuras.
Quase no final da apresentação, antes de tocar a música “Que Beleza” (que tinha sido composta por outros motivos e que entraria no álbum racional um ano depois), ele recomenda à platéia a leitura de um livro revolucionário: “U-ni-ver-so-Em-De-sen-can-to”.
Depois desse show é que o Tim Maia entra oficialmente na Cultura Racional, passa a vestir apenas roupas brancas, para de usar drogas, entre outras medidas radicais. As bases do novo LP encomendado pela gravadora já estavam gravadas, só faltavam as letras e voz do gordinho. Foi aí que o Tim teve a “brilhante” idéia de colocar letras devocionais em cima das bases ao invés de letras “comerciais”. A tal idéia gerou pânico na gravadora e provocou o cancelamento do contrato e do lançamento do LP. Eles tiveram que comprar os tapes originais da gravadora, financiar a prensagem das ‘bolachas’ e vender discos e livros da Cultura Racional por si mesmos de porta em porta, assim como fazem os Hare Krishnas. Mas aí já é outra história.
O grande barato é ver esse registro do Tim em uma fase Pré-Racional, ainda tocando repertório do seu quarto álbum comercial, de 1973.
O setlist é: (divididos em dois vídeos)
1 - Introdução
2 - Réu Confesso
3 - Primavera
4 - Azul da Cor do Mar
5 - Que Beleza
6 - Gostava Tanto de Você
Os 40 Anos da Fundação Padre Anchieta (Rádio e TV Cultura de SP)
Assista um pequeno documentário que sintetiza a história da Fundação Padre Anchieta, responsável pela programação das Rádios Cultura Am e Fm e TV Cultura de São Paulo, retransmitidas para todo o Brasil.
Bebê do album Nevermind, do Nirvana, 17 anos depois.

Nevermind (1991) - Nirvana

Spencer Elden, 17 anos depois recriando a capa do álbum Nevermind do Nirvana
O famoso bebê da capa do álbum nevermind, Spencer Elden, mergulha em uma piscina para recriar a foto do maior álbum da história do rock, o qual ele protagonizou com meses de idade. Elder mora hoje em Los Angeles e cursa o colegial.
Em 1991, quando a foto foi tirada, os pais de Elden receberam um cachê de 200 dólares pela foto. Agora ele revive a cena, só que desta vez, com um calção.


