Cartman, do “South Park” canta Poker Face de Lady Gaga

O personagem Cartman, do South Park, aparece em novo episódio brincando com o jogo “Rock Band”, onde canta o hit “Poker Face” da cantora Lady Gaga. Veja como foi:

Peça Publicitária da MTV Antes da Estréia

Só para encerrar o assunto… Depois de escrever o post sobre o dia da estréia da MTV, fui procurar alguma notícia nos sites de jornais e não achei nada, pois o arquivo digitalizado da Folha só vai até 1994 e para pesquisar no acervo apenas indo lá. O do Estado de São Paulo não encontrei nada online. Acabei descobrindo um ótimo acervo digital da Revista Veja, onde encontrei uma peça publicitária da MTV três antes da estréia e uma reportagem de duas páginas quinze dias após.

Acabei me lembrando que meses antes da estréia, outdoors estavam espalhados pela cidade com este slogan: “Te Vejo na MTV”. Me lembro de um com o U2 na Avenida Rebouças e tenho a lembrança de um outro com a Astrid.

A peça publicitária da revista Veja era muito parecida com o Outdoor e com as publicadas em outros veículos impressos da época. Desta vez, com a cantora pop famosa na época, a Sinead O’Connor. Veja só:

Publicidade da MTV na Revista Veja - 17 de outubro de 1990 - Clique para Ampliar

Publicidade da MTV na Revista Veja - 17 de outubro de 1990 - Clique para Ampliar

A reportagem sobre a MTV, curiosamente só apareceu duas edições da revista Veja após a estréia da emissora. Como tanto a Veja como a MTV pertecem ao mesmo grupo, poderiam ter dado mais destaque uma semana antes da estréia e uma outra reportagem depois, com a festa e a repercussão. Pelo visto só vou encontrar o que eu quero nos jornais. Olhe só o que saiu:

Reportagem de duas páginas sobre a estréia da MTV na Revista Veja, 31 de outubro de 1990

Reportagem de duas páginas sobre a estréia da MTV na Revista Veja, 31 de outubro de 1990

E para terminar, a ampliação da foto dos quatro principais VJS que aparecem na reportagem:

Os quatro principais VJ's da Mtv Brasil em 1990: Astrid, Thunderbird, Maria Paula e Gastão

O Primeiro Dia da MTV no Brasil, em 1990, segundo minha memória.

Faz 19 anos que a MTV entrou no ar no Brasil. Dia 20 de outubro de 1990 - eu assisti (só pela tv, infelizmente) a inauguração da MTV Brasil, ao meio-dia, via parabólica e também no canal 32 UHF. Um dia antes conferi a imagem na TV - até então só rolava um relógio em contagem regressiva (que zeraria ao meio-dia) em cima da tela de Color Bars (sinal de barras coloridas que geralmente as emissoras colocam quando estão fora do ar ou no inicio da programação, que serve para a calibragem dos transmissores e monitores de tv) e uma inscrição em cima com o nome “TV ABRIL”.

Estava na casa do meu pai - então já separado de minha mãe - era sábado, acordei por volta das nove da manhã e já não havia mais ninguém por lá. Liguei a TV e a deixei viva com as “Colors Bars” na sala e fui fazer café. Voltei com a xícara na mão, andei pela casa, tentando passar o tempo lendo o jornal que meu pai assinava, vendo se alguém estava noticiando alguma coisa. De noticia em noticia olhava para a tela para ver se havia mudado alguma coisa. O relógio continuava em contagem regressiva. Faltam duas horas e pouco! O jornal dizia que já estava rolando uma festa de inauguração da MTV com os principais artistas pop brasileiros, todos os apresentadores e claro, toda a imprensa. Não lembro bem onde foi, acredito que num hotel ou casa noturna. Porra, eu não estava lá! O jornal também explicava, que com a franquia da MTV, importava-se também a denominação VJ (video-jóquei), um DJ que chama clipes na TV. Portanto, os apresentadores da MTV seriam chamados de VJ.

Eu sei que eu parecia um demente mas eu não podia conter a expectativa e ansiedade de ver aquela emissora no ar. Eu não queria perder nem um segundo de Color Bar, nem se mudar o logotipo, nem nada disso. Pronto, a tela colorida ficou preta e a inscrição mudou agora de “TV Abril” para o logotipo transado da MTV. E o relógio continua…

—> Meses antes de entrar no ar, a MTV/Abril publicou uma campanha em jornais, com um número de telefone, para que as pessoas ligassem, cadastrassem nome e endereço e recebessem em casa um caderno/manual de instruções com o logotipo da MTV, explicando o que era UHF e como deveria fazer para efetuar a instalação de um conversor e antena. Importante: nessa época, a esmagadora maioria dos aparelhos de TV só sintonizava VHF, que ia do canal 2 até o canal 13. Na maior parte dos casos, não existia “sintonizador” de canais UHF nativo no televisor, então a solução era ligar um conversor de UHF nele.
Comprava-se o aparelho e uma antena interna daquelas Plasmatic, que captava as ondas de VHF, FM e UHF. Plugava a antena interna no conversor, ligava o cabo do conversor na tv, sintonizava a TV no canal 3 (que também era usado para assistir videocassete) e ufa… sintonizava o canal 32 através do conversor de UHF. Eu já sabia instalar o conversor, mas liguei, me cadastrei e recebi o caderno de instruções, que guardo até hoje comigo.

Imagine a realidade que vivíamos aqui em São Paulo em 1990: na TV tínhamos os sete canais abertos VHF (cultura (2), TVS (4), Globo (5), Record (7), Manchete (9), Gazeta (11) e Bandeirantes (13)) e no UHF apenas um esboço do que um dia viria a ser a TVA, o Canal +, que transmitia a ESPN americana codificada e as vezes descodificada. Era só isso que havia. Nem podemos contar o Canal + como fonte de informação, porque nada acontecia num canal codificado onde só se podia ouvir o som. Saldo final: Sete emissoras de TV, Rádio FM, algumas revistas na banca, algumas salas de cinema, teatro e só. Isso porque estava em São Paulo. A situação pelo interiorzão do país era bem pior.

Na minha vida digital (que antecedeu meu dia-a-dia na BBS e Internet), já usava o Videotexto num computador Expert MSX (da gradiente) desde 1988, mas não havia muito o que fazer, era um serviço muito rudimentar, experimental, oferecido pela Telesp na cidade de São Paulo. Nem BBS, que eu comecei a utilizar por volta de 1993, existia de forma “oficial” ainda. Resumindo: o que a juventude desta época podia esperar para absorver novas informações, culturas, etc? Não muita coisa. A informação disponível era ’sofrível’ e a que vinha de fora chegava completamente distorcida ou muito diluída.

Edir Macedo já era dono da TV Record (desde novembro de 1989), Rainha da Sucata e Pantanal eram as novelas da época, Fernando Collor já era Presidente da República, a “modinha” popular da música ainda era a Lambada, nas “discotecas” tocava-se House e nossa Seleção Brasileira, da “era Dunga”, comandada pelo Lazaroni, no dia 24 de Junho foi eliminada pela Argentina na Copa do Mundo da Itália, com um gol de Caniggia aos 35 do segundo tempo. Como você pode perceber a realidade nessa época não era lá das mais empolgantes.

Pronto, faltam poucos segundos para o início das transmissões: quatro, três, dois, um, zero… Exatamente ao meio-dia do horário de Brasília, o vídeo de um foguete sendo lançado aparece na tela, junto com a frenética edição de imagens das vinhetas da MTV. Aparecem pela primeira vez a cara dos VJS: Astrid, Cuca, Thunderbird, Gastão, Zeca Camargo, Maria Paula, Rodrigo e mais alguns que não lembro bem o nome.

Para a estréia do canal foi preparado um “videoclipe comemorativo” que daria início a essa nova fase da mídia e da música brasileira. Foi escolhido um remix da música “Garota de Ipanema”, interpretado pela cantora Marina (Lima) e grande parte dele filmado na laje do prédio da nova emissora, no Sumaré, antigas instalações da TV TUPI, canal 4 de São Paulo, que foi fechada pelo Governo Militar em 1980. A versão remix da “Garota de Ipanema” sintetizava a modernidade misturada com uma canção genuinamente brasileira e internacionalmente conhecida. Assista primeiro o “Making-Of” do clipe:

Agora veja o resultado final, o primeiro vídeoclipe exibido na MTV Brasil, (apresentado pela VJ Cuca na estréia) com o logotipo da MTV estilizado com as cores do Brasil e o característico GC (gerador de caracteres) do começo da década de 90, com letras grandes na tela - Marina Lima - “Garota de Ipanema”:

Esse momento da exibição do videoclipe da Marina era acompanhado em tempo real na festa da MTV e obviamente por alguns poucos milhares de telespectadores que estavam ligados

A partir daí, DEZENAS de vinhetas, uma melhor que a outra, eram veiculadas entre os clipes, oriundas da MTV americana e de todas as outras franquias que compartilhavam material.

Alguns dos primeiros clipes que me lembro de veicularem foram:

A programação ia do meio-dia à meia-noite e meia ou uma da manhã. Me lembro de alguns programas fixos na primeira versão da grade como:

  • “Video Music” (programas de duração de uma ou duas horas, umas 3 ou 4 vezes ao dia) - Este programa é o mais antigo da MTV americana e deu origem ao nome do prêmio VMA - Video Music Awards. Era um programa genérico de Video Clipes, na primeira fase no Brasil apresentado pela VJ Cuca.
  • “Non Stop” (uma hora inteira sem intervalos, só com clipes - aparecia uma ou duas vezes na grade diária) - talvez apresentado por Maria Paula ou Cuca, nas primeiras semanas.
  • “Disk MTV” (diário, por volta das 17hs), apresentado pela Astrid;
  • “Clássicos MTV” (talvez diário) apresentado pela VJ Dani
  • “Ponto Zero” (semanal - lançamentos) apresentado por Thunderbird;
  • “Rock Blocks” (talvez diário - blocos com clipes de um mesmo artista) - apresentado por Maria Paula
  • “Rockstória” (semanal) Perfis e Docs de Artistas Internacionais, produzidos pela MTV americana e legendados em português.
  • “MTV No Ar” (diário - versão brasileira do MTV NEWS) apresentado por Zeca Camargo;
  • “Semana Rock” (resumo semanal notícias) apresentado por Zeca Camargo;
  • “Cine MTV” (semanal - não me lembro quem apresentava)
  • “Top 20 Brasil” (semanal);
  • “Top 10 EUA” (semanal);
  • “Saturday Night Live” (Sábados à noite, por volta das 23hs, legendado) - Tradicional programa humorístico americano.
  • “Buzz MTV” (acredito que diário, por volta da meia-noite ou uma da manhã - Reportagens / documentários curtos e experimentais dos EUA. Legendado - Era a última atração da programação)
  • “Yo! MTV Raps” - (semanal) apresentado pelo VJ Rodrigo
  • “Lado B” - (não lembro se diário ou semanal - talvez Thunder apresentando)
  • “Fúria Metal” (semanal) apresentado por Gastão
  • “VMA - Video Music Awards” (premiação - anual) - transmissão ao vivo com tradução simultânea e reprises posteriormente.

Com a entrada da MTV Networks (Viacom International) em parceria com o Grupo Abril no Brasil, nascia a emissora de TV “MTV Brasil”. A partir daí um novo paradigma de cultura pop, televisão e entretenimento foi construído. Conseguíamos finalmente conhecer a “cara” e o estilo das bandas que ouvíamos no rádio e nos LP’s. Os lançamentos de clipes e bandas começaram a chegar diretamente até nós, sem escala. Encurtava-se ou em alguns casos anulava-se o ‘delay’ dos lançamentos musicais entre Estados Unidos-Europa e o Brasil. As vinhetas da emissora (muitas importadas de todas as franquias da MTV mas outras tupiniquins), a comunicação visual, o estilo dos VJ’s, alguns programas da MTV americana que enfim poderiam ser absorvidos quase em tempo real. Tudo era novo e providencial para mim, um moleque de 13 anos louco por música, por filmes, por novas mídias.

A MTV acentuou ainda mais a produção e o consumo musical no Brasil, pois colocou em pauta muitos artistas que até então não existiam no cenário comercial. O videoclipe que já era modestamente acompanhado em programas como Fantástico (Globo), Clip Trip (Gazeta) — com a apresentação de Beto Rivera e trilha Bomb The Bass (quem lembra?) — Clip Clip (Globo) com apresentação de Marcelo Tas, Som Pop (Tv Cultura) com apresentação de Kid Vinil, entre outros, carecia de acervo, de maior espaço nas grades e de um ‘timing malandro’ com os lançamentos do exterior. Não existia nada disso. Talvez por isso não houvesse uma maior valorização e ampliação deste mercado por aqui. Artistas, bandas e bandinhas começavam a pipocar em todos os lugares. O jovem daquela época começava a ser catalisado por um importante marco na mídia e na cultura do Brasil.

Menos de um mês depois pudemos acompanhar a cerimônia do Video Music Awards americano pela primeira vez, em que a banda Titãs com o videoclipe “Flores”, foi a representante da nova franquiada brasileira da MTV em Los Angeles.

Após a estréia da MTV, clipes começaram a ser produzidos com maior intensidade ano após ano, até que no ano de 1995, com mais de uma centena de videoclipes brasileiros produzidos nos últimos 12 meses, a MTV se viu na obrigação de criar uma versão tupiniquim da premiação do videoclipe americana, que em sua primeira versão se chamou “Video Music Awards Brasil”, apresentado por Marisa Orth ao vivo do Memorial da América Latina.

Sem dúvida, a MTV hoje não representa um décimo da importância e relevância que ela teve na sua estréia e nos seus primeiros anos de vida. Muito disso se deve ao fato de que atualmente temos uma enxurrada de informação num mundo de TV, TV a Cabo, Internet, Celular, Smartphones, Wireless, etc. Mas isso já é outra história.

CEP MTV - Relembrando a MTV Brasil

Na próxima terça-feira, dia 20 de Outubro, a MTV Brasil comemorará 19 anos. A estréia da MTV em 1990, eu com 13 anos de idade, teve um impacto muito positivo no meu cotidiano. Estou preparando um post especial para o dia comemorativo. Aguarde.

Enquanto isso, assista a vinheta e um trecho do programa CEP MTV, apresentado pelo VJ mais bacana que passou pela MTV até hoje, o Luís Thunderbird, que hoje apresenta um programa na web chamado Thunderview e ainda é vocalista e baixista da banda “Devotos de Nossa Senhora Aparecida” mas atualmente anda mais presente na música como baixista da banda de Júpiter Maçã.

Um dia faço um post sobre (e com) o cara, ele merece!

O Embaraço de David Letterman

Não é de hoje que sabemos ou “ouvimos dizer” que a TV é cheia de “testes do sofá”. Parece um mito mas pode acreditar que vai muito além disso. ‘Testes do sofá’ não são exclusividade da TV.  Eles estão presentes no dia-a-dia, nas empresas de qualquer indústria.  Pode-se chamar de “Teste do Sofá”, de “Relação Profissional” ou simplesmente de “Válvula de Escape” ao estresse do trabalho diário. É tão comum que o dia mais movimentado nos motéis brasileiros é, adivinha… no dia da Secretária! Claro que se o relacionamento cai no conhecimento público, vira escândalo, promove demissões, preconceito, fim de casamentos e até marginalização;

Acontece que o “alvo” da vez foi o apresentador e comediante americano “David Letterman”. O apresentador foi vítima de uma extorsão promovida por um produtor que trabalha na mesma emissora que Letterman, a CBS. O produtor estava tentando “levar” dois milhões de dólares do apresentador em troca de silenciar provas que ele tinha sobre relacionamentos com mulheres (no plural) que trabalharam na produção de seu programa. Uma das mulheres que Letterman havia levado para o “abate” era a mulher do produtor, o próprio. Letterman chamou advogado, avisou a polícia, promoveu três encontros, sendo que no último deles deu um cheque ao extorsionário no valor pretendido. Segundo o apresentador, após o encontro, o cara foi preso com o cheque pela polícia e pode pegar até 15 anos de prisão.

Não ter se submetido à extorsão foi algo que talvez a maioria de nós fizesse. Porém, o ônus de não ter cedido ao homem não pode ser calculado com tanta precisão. O desgaste de sua imagem está aumentando dia após dia. Todos os noticiários, programas de fofocas, sites de notícias e revistas tratam do assunto como um escândalo. E todos os lugares mostram sua imagem desolada, tentando fazer graça em seu programa com a própria desgraça, como você verá no vídeo abaixo. Além disso, Letterman foi à TV mais uma vez (após este dia que você verá agora) falando de sua esposa e pedindo desculpas reiteradamente. Seu casamento pode não resistir.

O momento, apesar da postura “jocosa” em certas frases, é embaraçoso, constrangedor. David Letterman foi um cara corajoso. Poucos escancarariam esse escândalo em seu próprio programa de tv na rede CBS e de forma tão aberta. Esta cena abaixo, com certeza, será para sempre lembrada. Veja como foi:

VMA 2009 - Kanye West arruinando o prêmio de Taylor Swift

É claro que o assunto do VMA do ano de 2009 acabou sendo a estupidez do artista Kanye West, que subiu no palco no momento que a cantora Taylor Swift recebia e agradecia o prêmio por melhor clipe feminino, arrancou o microfone de sua mão e disse que para ele o melhor clipe era o da Beyoncé.

Foi um momento muito desagradável, creio que nem os produtores e redatores que geralmente escrevem cenas e acontecimentos caóticos na premiação teriam coragem de expor alguém à uma situação tão embaraçosa quanto esta com a Taylor Swift. Pena que o vídeo liberado pela MTV na web não mostrou os dez segundos seguintes à interrupção de Kanye West, pois o embaraço e a paralisia que tomou conta da mocinha em cima do palco foi de cortar o coração da platéia, que durante a premiação vaiava toda hora que anunciavam o nome do algoz quando concorria em alguma categoria.

A cantora acabou ficando paralisada com o microfone em uma mão e o prêmio em outra, até que, dez “eternos” segundos após a saída do Kanye West do palco, um assistente da produção foi retirá-la carinhosamente de lá, enquanto que as vinhetas do comercial iam ao ar tentando ‘passar um pano’ no desconforto geral.

Veja aí o vídeo liberado pela MTV Americana:

MTV Shows

Campanha do Reino Unido sobre riscos de SMS ao Dirigir

Uma campanha produzida no País de Gales, com orçamento modesto de US$ 20 mil e utilizando estudantes do condado de Gwent como atrizes, causou repercussão no Youtube e nas escolas por onde é exibido.

Intitulado como “Don’t Text and Drive”, o vídeo foi produzido com o objetivo de alertar sobre os riscos de enviar SMS através do celular enquanto se está ao volante. Nele, três garotas estão em um carro enquanto a motorista conversa com as amigas e procura o contato de uma pessoa no celular para enviar a mensagem SMS. Nesse momento, o carro colide de frente com outro automóvel e a cena produzida é realmente impressionante. A sensação de realidade provocada pelo vídeo é inquestionável, tanto pela colisão, como pelas escoriações e pela reação de uma delas ao final. É chocante.

O sucesso foi tanto que o vídeo começou a ser veiculado por emissoras de televisão nos Estados Unidos e está previsto uma versão de 30 minutos pela mesma equipe do Reino Unido ainda este ano.

Essa produção só corrobora a tendência dos governos e agências de publicidade em CHOCAR para Conscientizar. Temos como exemplos recentes as frequentes campanhas Anti-tabagista e as peças publicitárias alemãs sobre o risco do HIV, com ilustrações de mulheres tendo relações sexuais com Hitler, Stalin e Saddam Hussein.

Tim Maia ao vivo - Inauguração do Teatro Bandeirantes - 12/08/1974 - São Paulo

Há mais ou menos um ano, foi adicionada no youtube uma série de vídeos digitalizados de shows de artistas famosos. O responsável por esse trabalho foi Philip Coy. Entre os vídeos, está o show completo da Inauguração do Teatro Bandeirantes que aconteceu no dia 12 de agosto de 1974, em pleno inverno paulistano. O show contou com apresentações de Rita Lee acompanhada da banda Tutti Frutti, Tim Maia, Elis Regina, Chico Buarque, MPB-4 e Maria Bethânia. Quem gosta de MPB ficará emocionado em assistir um registro histórico como esse. 

Mas o motivo deste post é a apresentação de Tim Maia. Meu ídolo, assim como de muita gente.
Desde garoto, sempre fui fascinado pelo som e pela personalidade do Tim Maia. Há dois anos, foi lançada a biografia dele escrita pelo Nelson Motta, a qual recomendo que todos leiam!

Eu me emocionei bastante em ter acesso a este registro de 1974, em ver Tim Maia com 31 anos, cantando feliz com a banda Seroma em uma época de transição em sua carreira. Ele havia lançado há um ano, em 1973, seu quarto álbum seguido com enorme sucesso, que contava com hits como “Réu Confesso”, “Over Again”, “Gostava Tanto de Você”, “Até que enfim encontrei você”, entre outras músicas. Para mim, o melhor álbum dele.

Em contrapartida, Tim Maia já havia tido contato com o livro “Universo em Desencanto”, da Cultura Racional, ou seja, já tinha sido picado pelo bichinho da devoção. Estava com o livro na cabeça cabeça mas AINDA não aderido oficialmente à religião, pois vestia roupas escuras.
Quase no final da apresentação, antes de tocar a música “Que Beleza” (que tinha sido composta por outros motivos e que entraria no álbum racional um ano depois), ele recomenda à platéia a leitura de um livro revolucionário: “U-ni-ver-so-Em-De-sen-can-to”.

Depois desse show é que o Tim Maia entra oficialmente na Cultura Racional, passa a vestir apenas roupas brancas, para de usar drogas, entre outras medidas radicais. As bases do novo LP encomendado pela gravadora já estavam gravadas, só faltavam as letras e voz do gordinho. Foi aí que o Tim teve a “brilhante” idéia de colocar letras devocionais em cima das bases ao invés de letras “comerciais”. A tal idéia gerou pânico na gravadora e provocou o cancelamento do contrato e do lançamento do LP. Eles tiveram que comprar os tapes originais da gravadora, financiar a prensagem das ‘bolachas’ e vender discos e livros da Cultura Racional por si mesmos de porta em porta, assim como fazem os Hare Krishnas. Mas aí já é outra história.

O grande barato é ver esse registro do Tim em uma fase Pré-Racional, ainda tocando repertório do seu quarto álbum comercial, de 1973.

O setlist é: (divididos em dois vídeos)
1 - Introdução
2 - Réu Confesso
3 - Primavera
4 - Azul da Cor do Mar
5 - Que Beleza 
6 - Gostava Tanto de Você

Veja como os participantes do BBB são tratados dentro da casa pela produção.

Vazou um vídeo na Internet, em que, gravado do payperview, mostra o áudio de uma pessoa da produção do programa, (provavelmente a voz ‘oficial’ em transmitir recados a eles) dando um ‘esporro’ em Ana Carolina, por manejar com alicate de unha da Naiá, que é diabética.

Alguns participantes conversavam tranquilamente na sala, quando a conversa é interrompida bruscamente pelo áudio vindo do ‘além’ repreendendo Ana Carolina de uma forma muito grosseira. É de se estranhar que uma pessoa que se julga ‘profissional’, é remunerada e trabalha em uns dos centros de televisão mais modernos do mundo, tenha uma postura tão “chulé” e rasteira como essa.

Nada contra ou a favor do programa, mas é desagradável assistir como participantes de um programa (que estão lá tentando o prêmio mas também tendo suas imagens excessivamente exploradas) como esse são tratados como animais, ou como crianças pra tentar falar o mínimo.

Veja você e tire suas conclusões:

CQC 2009 - Novo Quadro: Fala Na Cara (com Maluf)

Hilário o novo quadro do CQC, na temporada 2009, chamado “Fala na Cara”. O quadro conta com dois repórteres, Felipe Andreoli e Oscar Filho. Um deles fica na rua perguntando aos transeuntes o que eles acham dos políticos, até chegar a indagação sobre um politico em particular. Esse mesmo político estará dentro da Van com o outro repórter e assistirá (e ouvirá) tudo o que o entrevistado revela pensar sobre sua pessoa através de um monitor.
Em um certo momento, a van se abre e o político vai de encontro ao entrevistado. Está feito o “Fala na Cara”.

Como você pode perceber pelo título deste post, o primeiro episódio foi feito com o Maluf, que topou participar do quadro numa boa e acentuou ainda mais o seu jeito canastrão. Hilário e Genial.

Assista!

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